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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Onde tudo começou.

Ao vermos a grande reverência e prestígio que as autoridades monárquicas inglesas possuem, nem chegamos perto de imaginar que esse país foi palco de um conflito contra sua realeza. No entanto, no século XVII, a ilha britânica protagonizou um dos primeiros episódios que sinalizavam a crise do Antigo Regime.
Foi durante a Revolução Inglesa que as instituições nobiliárquicas foram alvo de uma violenta disputa que marcou a história política da Inglaterra.

Durante os reinados da dinastia Tudor, a Inglaterra viveu um notório desenvolvimento de sua economia. Sob a tutela do rei Henrique VIII e, posteriormente, da rainha Elizabeth I, a burguesia britânica viveu anos de intensa ascensão econômica. A formação de monopólios comerciais e o desenvolvimento de lucrativas atividades fizeram com que a parte da burguesia britânica enriquecesse rapidamente.

No entanto, os pequenos comerciantes acabaram sendo prejudicados. As vantagens da política econômica britânica beneficiavam uma parcela limitada de uma burguesia bem relacionada com as autoridades reais da época. Além disso, parte das corporações de ofício inglesas detinha o monopólio sob a produção de certos produtos manufaturados que impediam a ampliação do campo de atividades econômicas explorados pela burguesia.

No campo, a velha economia agrícola voltada ao abastecimento sofria grandes transformações. As terras passaram por um grande processo de especulação econômica decorrente da demanda da burguesia por matérias-primas. Foi nesse período que se instituiu a política dos cercamentos. Tal medida visava ampliar a disponibilidade de matéria-prima por meio da apropriação das terras coletivas e devolutas. Com isso, vários camponeses e pequenos proprietários de terra sofreram uma terrível perda que empobreceu tais setores da sociedade britânica.

Nesse contexto contraditório, onde a Inglaterra enriquecia à custa da exclusão econômica de parte da população, é que temos preparado o contexto revolucionário inglês. Além dos problemas de caráter econômico, as contendas religiosas entre católicos e protestantes dividiam a sociedade britânica em mais uma delicada questão histórica.

As tensões sociais e a situação da monarquia britânica se agravaram quando, em 1603, a dinastia Stuart chegou ao trono inglês. Influenciados por uma forte tradição católica e interessada em fixar bases mais sólidas ao absolutismo britânico, os monarcas da família Stuart acabaram alimentando disputas de caráter econômico e religioso. Dessa forma, foi dado início às disputas entre o Parlamento, de visão liberal e composta por burgueses protestantes; e o reis da Dinastia Stuart, que eram católicos e procuravam ampliar sua autoridade política.

O autoritarismo real contribuiu para que diversos conflitos acabassem se desenvolvendo no interior da Inglaterra. Não conseguindo atingir a imposição de reformas que acabassem com os problemas religiosos e econômicos, o Parlamento buscou no apoio popular a instauração de uma guerra civil que marcou as primeiras etapas do processo revolucionário inglês.

2 comentários:

  1. Isso mesmo, alunos da Revolução Inglesa... Mas vcs poderiam a partir de agora separar as fases da Revolução Inglesa que dura quase meio século, de 1640-1688. Começa com a Revolução Puritana e termina com a Revolução Gloriosa, em 1688. Não podemos esquecer do período do governo de Oliver Crowell. A revolução inglesa tem várias motivações: religosoas, econômicas, sociais e políticas e é ela que abre as grande revoluções do século seguinte. Explicam em cada post uma das fases para faclitar a vida de vocÊs na apresentação da próxima semana. Mas estou gostando do trabalho de vcs.. Mas se empenhem

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  2. A Revolução Inglesa suas Fases :

    1) Revolução Burguesa: ascensão da Burguesia ao poder político e à sua consolidação econômica de maneira drástica e violenta, gerando uma sociedade guiada pelos interesses burgueses.

    2) A Revolução Inglesa do século XVII foi uma revolução burguesa que pode ser explicada em dois momentos (ou duas Revoluções distintas):

    3) Revolução Puritana e Revolução Gloriosa.Distinções entre as duas fases:

    - Liderança: na Puritana, os líderes eram da média burguesia e calvinistas (principal: Oliver Crommwell). Já na Gloriosa, a alta burguesia é quem lidera.

    -Participação popular: na Puritana, o povo tem importância ímpar ao lutar no Novo Exército Modelo (New Model Army). Na Gloriosa, o povo fica de lado, especialmente por não concordar mais com os ideais burgueses.

    -Luta: guerra civil, movimentos políticos dentro do Exército e derramamento de sangue marcaram a Rev. Puritana enquanto que, na Gloriosa, o derramamento de sangue foi muito menor por terem sido utilizados meios políticos para a derrubada do regime regente.

    Conclusão:

    A Revolução Inglesa (ou Revoluções) criou as condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, limpando o terreno para o avanço do capitalismo, deve ser considerado a primeira revolução burguesa da história na Europa, antecipando em cento e cinqüenta anos a Revolução Francesa

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